Chuvas de outubro trazem alívio ao sistema, mas o momento ainda é de atenção

Chuvas de outubro trazem alívio ao sistema, mas o momento ainda é de atenção

As chuvas verificadas no mês de outubro estão trazendo uma perspectiva positiva na visão dos agentes do setor elétrico. 

Para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a melhora nas precipitações em todo país, indica um cenário mais otimista com a entrada do período úmido e como resultado, descarta o risco de racionamento e com disponibilidade energética para o atendimento de potência em 2021.

Para o fechamento de outubro, no Sudeste/Centro-Oeste a projeção é de que as vazões fiquem em 103% da média de longo termo.

No Sul o índice é de 87%, praticamente o mesmo do Norte com 89% e no Nordeste a situação é a pior, com 42% da MLT. 

O impacto desse aumento do volume de chuvas é refletido em uma redução abrupta do PLD (preços das liquidações de diferença) nas últimas semanas, que saíram do teto no início do mês e já se encontram na casa de R$ 200/MWh na terceira semana operativa do mês de outubro. 

Chuvas de outubro trazem alívio ao sistema, mas o momento ainda é de atenção
Fonte: CCEE

Para o mês de novembro é de chuvas dentro perto da média histórica é de expectativa de chuvas no Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte gerando uma visão de continuidade de melhora no curto prazo.

Ponto de atenção

Apesar do aumento de chuvas recentes, os níveis dos reservatórios principalmente do Sudeste, considerado o pulmão hidrelétrico do Brasil, ainda estão baixos.

Chuvas de outubro trazem alívio ao sistema, mas o momento ainda é de atenção
Fonte: CCEE

Para os próximos meses, a projeção é de aumento dos níveis de reservatórios e dois pontos chamam atenção.

O primeiro é a configuração da condição de La Nina divulgada esta semana pelo  Instituto americano NOAA. O La Nina é um fenômeno caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

Seus efeitos no Brasil são: nas regiões Norte e Nordeste apresentam aumento na frequência e volume das chuvas durante o verão.

Já nas regiões Sudeste e Sul, faz o contrário: diminuição de chuvas com as temperaturas elevadas e o clima seco.

Existe uma inércia para que a atmosfera perceba o fenômeno, mas seus impactos ainda devem ser mais bem avaliados nas próximas semanas no sistema elétrico brasileiro. 

O segundo ponto, trata-se da aprovação do plano de contingência para a recuperação dos reservatórios do Sistema Interligado, com medidas adicionais de reenchimento a serem adotadas de dezembro de 2021 a abril de 2022.

A decisão tomada pela diretoria da ANA nesta segunda-feira, 18 de outubro, estabelece os volumes máximos de água a serem liberados durante o período úmido pelas hidrelétricas Serra da Mesa, Três Marias, Sobradinho, Emborcação, Itumbiara, Furnas, Mascarenhas de Moraes, Jupiá e Porto Primavera.

O plano de contingência pretende mitigar os efeitos da escassez Hidroenergética em 2021, aumentar a segurança hídrica e garantir os usos múltiplos da água no ano que vem e nos anos seguintes, que a princípio podem representar aumento no preços de energia no curto prazo, mas expectativa de manutenção dos níveis dos reservatórios do Sudeste para os próximos anos.



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